Olá, Esse espaço é para poesias, letras, músicas, contos, gastronomia, ciência etc.
26 maio 2023
12 novembro 2021
21 julho 2021
21 outubro 2020
Nem só de poesia, contos e músicas vive o Marcilon, mas de Ciência também
Palestra proferida por mim no VI Congresso de Ciência e Tecnologia da PUC Goiás - 2020.
09 fevereiro 2020
Em verso ou em prosa
Quando acontece o imponderável
Ah! Não era assim tão improvável,
tão subestimável.
- Poder adorável
que não acomete impunemente qualquer um,
pois qualquer um não tem esse poder tão improvável
Nem o Caos nem a ordem
pois não se sabe, afinal se é o caos ou a ordem,
o início ou o fim,
o amor ou o ódio,
a beleza ou o horror,
as trevas ou a luz,
a magia ou a vida.
Pode ser que sim
ou não
ou nem talvez.
- Quem sabe?
Palavras ordenadas significam
tanto quanto palavras desconexas
e se ao final se acabar,
pode ser em verso ou em prosa.
26 dezembro 2018
Luz e trevas
O que são as trevas e as sombras?
Os ser sombrio que vive dentro de mim
às vezes sorri.
A luz que deveria existir
sempre se foi.
Mas o que é ser sombrio?
A luz que se fez, se esvaiu
e a claridade quase desapareceu.
As sombras se escondem da luz
e nunca irão se encontrar.
As trevas não enxergam claridade
mesmo se a perseguirem.
E todo o brilho só se faz
perante a penumbra.
Porém ente o branco e o preto
há um mundo contínuo.
Assim sendo o ser sombrio não vive só,
nem a luz tem total esplendor.
É só um modo de ver,
um ângulo a se observar,
um prisma que se considera
ou uma perspectiva diferente.
Em todo o caso
não há nada a se concluir
nem mesmo retirar as sombras ou a luz
de dentro de mim.
Marcilon Fonseca
Gyn, 26/12/2018
Os ser sombrio que vive dentro de mim
às vezes sorri.
A luz que deveria existir
sempre se foi.
Mas o que é ser sombrio?
A luz que se fez, se esvaiu
e a claridade quase desapareceu.
As sombras se escondem da luz
e nunca irão se encontrar.
As trevas não enxergam claridade
mesmo se a perseguirem.
E todo o brilho só se faz
perante a penumbra.
Porém ente o branco e o preto
há um mundo contínuo.
Assim sendo o ser sombrio não vive só,
nem a luz tem total esplendor.
É só um modo de ver,
um ângulo a se observar,
um prisma que se considera
ou uma perspectiva diferente.
Em todo o caso
não há nada a se concluir
nem mesmo retirar as sombras ou a luz
de dentro de mim.
Marcilon Fonseca
Gyn, 26/12/2018
27 dezembro 2017
Pescador de Almas
Nada foi perdido pelos deuses antigos
e nada que os novos deuses tenham ganhado
são apenas almas sem valor
são almas que podem ser pescadas no aquário
vozes dissonantes
luzes apagadas
gostos pacatos
amores traídos
mares calmos
vidas esquecidas
mortes baratas
E não há nada que os deuses queiram
não há boas guerras
são apenas tolices
anjos que não querem cair
e demônios satisfeitos
Não, não há razão para procurar justiça
não há novas lágrimas a serem choradas
é a mesma tristeza antiga
A isca é jogada sem pretensão
e muitas almas tentam se alimentar
apenas uma é pescada
apenas uma
Estórias descontadas
Em um momento ocorre
e assim se faz a estória.
Os vilões não parecem padecer,
os heróis sempre sofrem
e assim se faz outra estória.
Os amores públicos
não são assim tão belos
e assim se mata uma estória.
Não é possível ouvir um simples cricrilar
em quietas noites urbanas
e assim se esconde uma estória.
O pregador convence outro fiel
que sua alma poderia ir ao céu
e assim se esconde outra história.
Nem ao menos os pássaros voam
em busca de novas presas
e assim se cala uma estória.
Não que se queira,
nem que precise
terminar alguma estória.
e assim se faz a estória.
Os vilões não parecem padecer,
os heróis sempre sofrem
e assim se faz outra estória.
Os amores públicos
não são assim tão belos
e assim se mata uma estória.
Não é possível ouvir um simples cricrilar
em quietas noites urbanas
e assim se esconde uma estória.
O pregador convence outro fiel
que sua alma poderia ir ao céu
e assim se esconde outra história.
Nem ao menos os pássaros voam
em busca de novas presas
e assim se cala uma estória.
Não que se queira,
nem que precise
terminar alguma estória.
25 junho 2016
Quando tudo é nada...
Em um espaço vazio sobram cosmos nostálgicos
e simples pontos aleatórios chamam a sua atenção.
Não são números nem obedecem pequenas leis
nem sabem das horas nem das hordas.
Em uma dimensão divergente repleta de pontos
convergem repletos, pontos diferentes.
Assim formou-se pelo caos ou não
um novo infinito vazio de tão completo.
Sou o caos
sou a ordem
sou o nada
sou o tudo
sou imagem
sou reflexo
o nada
um ponto
uma reta
um plano
...
um espaço
...
vazio
de vida
ou de morte.
Marcilon Fonseca
Goiânia, 25 de junho de 2016
e simples pontos aleatórios chamam a sua atenção.Não são números nem obedecem pequenas leis
nem sabem das horas nem das hordas.
Em uma dimensão divergente repleta de pontos
convergem repletos, pontos diferentes.
Assim formou-se pelo caos ou não
um novo infinito vazio de tão completo.
Sou o caos
sou a ordem
sou o nada
sou o tudo
sou imagem
sou reflexo
o nada
um ponto
uma reta
um plano
...
um espaço
...
vazio
de vida
ou de morte.
Marcilon Fonseca
Goiânia, 25 de junho de 2016
13 fevereiro 2016
Cadeira Vazia
O tempo simplesmente
mente.
As horas se esqueceram no passado
Mas as outas pessoas
ainda teimam,
ainda queimam,
ainda se vão.
A mesa está repleta
de convidados.
Os dias nascem
e a noite simplesmente
mente.
A morte simplesmente...
À mesa sentam-se os demais.
À mesa faltam os meus.
As lágrimas secarão,
as dores passarão,
as pessoas...
08/02/2015
Marcilon
12 setembro 2015
Antes que acabe
A teimosia dos dias
esquecem as almas perdidas.
Quanto pavor em perder um segundo,
um minuto,
uma eternidade.
Mas antes que acabem as horas,
antes que brotem novas lágrimas,
antes que durmas por muito tempo,
me diga teu nome
para que eu possa esquecê-lo.
esquecem as almas perdidas.
Quanto pavor em perder um segundo,
um minuto,
uma eternidade.
Mas antes que acabem as horas,
antes que brotem novas lágrimas,
antes que durmas por muito tempo,
me diga teu nome
para que eu possa esquecê-lo.
07 abril 2014
A própria vida
João, porque choras?
Maria, porque padeces?
José, onde está vosso sorriso?
São todos tão caridosos,
tão desinteressados
na própria vida.
Goiânia, 03/04/2014.
Maria, porque padeces?
José, onde está vosso sorriso?
São todos tão caridosos,
tão desinteressados
na própria vida.
Goiânia, 03/04/2014.
sem título
Não vejo sentido no sofrimento.
Padecer sob olhos magnânimos de bondade.
Apodrecer nos catres da caridade.
Definhar alhures em bendito carma.
Quanta divina crueldade!
Goiânia, 03/04/2014
Padecer sob olhos magnânimos de bondade.
Apodrecer nos catres da caridade.
Definhar alhures em bendito carma.
Quanta divina crueldade!
Goiânia, 03/04/2014
11 abril 2013
27 janeiro 2013
Noites perdidas
Noites perdidas
Sonhos intensos
Pesadelos internos
Em sonos pesados
Desvelados
Imagens confusas
Somente gotas
Formando rios
Oceanos cansados
Tolas escuridões
Assim como insonias
Como histórias de ninar
Nascer e dormir
Ah! Etenidade atrasada
Morte cansada
Olhos mareados
Sonhos perdidos
Alma iludida
Natal, 27 de janeiro de 2013
Ainda há tanto...

Ainda há tanto por fazer
e tanto a esquecer.
Nem saberemos, um dia,
a cor da chuva quando cai
ou onde termina o arco-iris.
Se negra é a cor do infortúnio
e branca a cor do preconceito.
A coloração do infortúnio
é fétida e sem graça.
Assim como crer na eternidade
pode ser tolo,
mas pode ser parte do todo.
Ainda há tanto por fazer...
Natal, 27 de janeiro de 2013
26 janeiro 2013
Esperança
Doce esperança em um céu de brigadeiro
e o luar aparece de tênue azul
onde almas felizes sorriem embevecidas.
Tantas outras sorriem gratuitamente,
dizem ser a primavera chegando.
O humor suave de brisas descontroladas
e brumas acessíveis acalentam os desavisados.
Fugaz se mostra tão repentino ambiente,
às vezes "caliente" ou até mesmo contente.
Crédulos em paraíso vindouro
rezam suas ladainhas,
nem monótonas,
nem enfadonhas.
Olhos cegos creem no futuro
certo, dizem.
Repetem uma vez mais o amém.
O cortejo prossegue.
O féretro com sua carga,
caminha.
Garoa triste em descompasso
acaricia peles e tecidos.
Uma última palavra,
uma lembrança
e um adeus
Natal, 23/12/2012
19 janeiro 2013
Inaudível
O mundo gira
inaudível.
E somos nós
surdos,
Que, mudos, não
alertamos ninguém.
O mundo gira
insensível.
Choramos pelas
misérias alheias.
O mundo ainda
gira
E nós ficamos
parados,
Levados pelo
mundo... cão ou não.
O mundo não para,
O tempo não nos
ouve.
Nós não ouvimos
ninguém.
O mundo gira
inaudível.
O mundo gira.
O mundo não para,
A vida sim.
Natal, 19 de
Janeiro de 2013
15 dezembro 2012
Senhora da noite
Menina da noite
Eu lhe quero bem
Porque me
atormenta assim?
Menina da noite
O quão deserto é
seu coração
Menina da noite
Diga-me algo
suave
Boa noite, meu
amor – pode ser
Menina da noite
Não sei ao certo
o seu nome
Sei que não me vê
Menina da noite
Estou de partida
nesta hora
Embora parta com
você
Menina da noite
Não entendo minha
sina
Ensina-me a
morrer
Menina da noite
Despeço-me mesmo
assim
E desejo-lhe
tanto assim
Senhora da noite
Envelheço com
você
Envelheço sem lhe
ver
Senhora da noite
Há muito tempo
lhe persigo
E agora me
encontrou
Senhora da noite
É bem tarde eu
sei
É muito tarde
Natal, 15 de
Dezembro de 2012
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