21 julho 2021

 Uma palestra ministrada para o Sinduscon Jovem GO.

Tema: Conversando sobre motivação e produtividade na engenharia.



09 fevereiro 2020

Em verso ou em prosa


Quando acontece o imponderável
Ah! Não era assim tão improvável,
tão subestimável.
- Poder adorável
que não acomete impunemente qualquer um,
pois qualquer um não tem esse poder tão improvável
Nem o Caos nem a ordem
pois não se sabe, afinal se é o caos ou a ordem,
o início ou o fim,
o amor ou o ódio,
a beleza ou o horror,
as trevas ou a luz,
a magia ou a vida.
Pode ser que sim
ou não
ou nem talvez.
- Quem sabe?
Palavras ordenadas significam
tanto quanto palavras desconexas
e se ao final se acabar,
pode ser em verso ou em prosa.


26 dezembro 2018

Luz e trevas

O que são as trevas e as sombras?
Os ser sombrio que vive dentro de mim
às vezes sorri.
A luz que deveria existir
sempre se foi.
Mas o que é ser sombrio?
A luz que se fez, se esvaiu
e a claridade quase desapareceu.
As sombras se escondem da luz
e nunca irão se encontrar.
As trevas não enxergam claridade
mesmo se a perseguirem.
E todo o brilho só se faz
perante a penumbra.
Porém ente o branco e o preto
há um mundo contínuo.
Assim sendo o ser sombrio não vive só,
nem a luz tem total esplendor.
É só um modo de ver,
um ângulo a se observar,
um prisma que se considera
ou uma perspectiva diferente.
Em todo o caso
não há nada a se concluir
nem mesmo retirar as sombras ou a luz
de dentro de mim.

Marcilon Fonseca
Gyn, 26/12/2018

27 dezembro 2017

Pescador de Almas



Nada foi perdido pelos deuses antigos
e nada que os novos deuses tenham ganhado
são apenas almas sem valor
são almas que podem ser pescadas no aquário
vozes dissonantes
luzes apagadas
gostos pacatos
amores traídos
mares calmos
vidas esquecidas
mortes baratas
E não há nada que os deuses queiram
não há boas guerras
são apenas tolices
anjos que não querem cair
e demônios satisfeitos
Não, não há razão para procurar justiça
não há novas lágrimas a serem choradas
é a mesma tristeza antiga
A isca é jogada sem pretensão
e muitas almas tentam se alimentar
apenas uma é pescada
apenas uma

Estórias descontadas

Em um momento ocorre
e assim se faz a estória.
Os vilões não parecem padecer,
os heróis sempre sofrem
e assim se faz outra estória.
Os amores públicos
não são assim tão belos
e assim se mata uma estória.
Não é possível ouvir um simples cricrilar
em quietas noites urbanas
e assim se esconde uma estória.
O pregador convence outro fiel
que sua alma poderia ir ao céu
e assim se esconde outra história.
Nem ao menos os pássaros voam
em busca de novas presas
e assim se cala uma estória.
Não que se queira,
nem que precise
terminar alguma estória.

25 junho 2016

Quando tudo é nada...

Em um espaço vazio sobram cosmos nostálgicos
e simples pontos aleatórios chamam a sua atenção.
Não são números nem obedecem pequenas leis
nem sabem das horas nem das hordas.
Em uma dimensão divergente repleta de pontos
convergem repletos, pontos diferentes.
Assim formou-se pelo caos ou não
um novo infinito vazio de tão completo.
Sou o caos
sou a ordem
sou o nada
sou o tudo
sou imagem
sou reflexo
o nada
um ponto
uma reta
um plano
...
um espaço
...
vazio
de vida
ou de morte.

Marcilon Fonseca
Goiânia, 25 de junho de 2016

13 fevereiro 2016

Cadeira Vazia

O tempo simplesmente
mente.
As horas se esqueceram no passado
e a s pessoas boas nos deixaram.
Mas as outas pessoas
ainda teimam,
ainda queimam,
ainda se vão.
A mesa está repleta
de convidados.
Os dias nascem
e a noite simplesmente
mente.
A morte simplesmente...
À mesa sentam-se os demais.
À mesa faltam os meus.
As lágrimas secarão,
as dores passarão,
as pessoas...

08/02/2015

Marcilon

12 setembro 2015

Antes que acabe

A teimosia dos dias
esquecem as almas perdidas.
Quanto pavor em perder um segundo,
um minuto,
uma eternidade.
Mas antes que acabem as horas,
antes que brotem novas lágrimas,
antes que durmas por muito tempo,
me diga teu nome
para que eu possa esquecê-lo.

07 abril 2014

A própria vida

João, porque choras?
Maria, porque padeces?
José, onde está vosso sorriso?
São todos tão caridosos,
       tão desinteressados
              na própria vida.

Goiânia, 03/04/2014.

sem título

Não vejo sentido no sofrimento.
Padecer sob olhos magnânimos de bondade.
Apodrecer nos catres da caridade.
Definhar alhures em bendito carma.
Quanta divina crueldade!

Goiânia, 03/04/2014

27 janeiro 2013

Noites perdidas




Noites perdidas
Sonhos intensos
Pesadelos internos
Em sonos pesados
Desvelados
Imagens confusas
Somente gotas
Formando rios
Oceanos cansados
Tolas escuridões
Assim como insonias
Como histórias de ninar
Nascer e dormir
Ah! Etenidade atrasada
Morte cansada
Olhos mareados
Sonhos perdidos
Alma iludida


Natal, 27 de janeiro de 2013

Ainda há tanto...


















Ainda há tanto por fazer
e tanto a esquecer.
Nem saberemos, um dia,
a cor da chuva quando cai
ou onde termina o arco-iris.
Se negra é a cor do infortúnio
e branca a cor do preconceito.
A coloração do infortúnio
é fétida e sem graça.
Assim como crer na eternidade
pode ser tolo,
mas pode ser parte do todo.
Ainda há tanto por fazer...


Natal, 27 de janeiro de 2013

26 janeiro 2013

Esperança



















Doce esperança em um céu de brigadeiro
e o luar aparece de tênue azul
onde almas felizes sorriem embevecidas.
Tantas outras sorriem gratuitamente,
dizem ser a primavera chegando.
O humor suave de brisas descontroladas
e brumas acessíveis acalentam os desavisados.
Fugaz se mostra tão repentino ambiente,
às vezes "caliente" ou até mesmo contente.
Crédulos em paraíso vindouro
rezam suas ladainhas,
nem monótonas,
nem enfadonhas.
Olhos cegos creem no futuro
                       certo, dizem.
Repetem uma vez mais o amém.
O cortejo prossegue.
O féretro com sua carga,
                      caminha.
Garoa triste em descompasso
acaricia peles e tecidos.
Uma última palavra,
uma lembrança
e um adeus

Natal, 23/12/2012

19 janeiro 2013

Inaudível


O mundo gira inaudível.
E somos nós surdos,
Que, mudos, não alertamos ninguém.
O mundo gira insensível.
E todos nós, tolos,
Choramos pelas misérias alheias.
O mundo ainda gira
E nós ficamos parados,
Levados pelo mundo... cão ou não.
O mundo não para,
O tempo não nos ouve.
Nós não ouvimos ninguém.
O mundo gira inaudível.
O mundo gira.
O mundo não para,
A vida sim.

Natal, 19 de Janeiro de 2013

15 dezembro 2012

Senhora da noite


Menina da noite
Eu lhe quero bem
Porque me atormenta assim?
Menina da noite
Eu não sei ao certo
O quão deserto é seu coração
Menina da noite
Diga-me algo suave
Boa noite, meu amor – pode ser
Menina da noite
Não sei ao certo o seu nome
Sei que não me vê
Menina da noite
Estou de partida nesta hora
Embora parta com você
Menina da noite
Não entendo minha sina
Ensina-me a morrer
Menina da noite
Despeço-me mesmo assim
E desejo-lhe tanto assim
Senhora da noite
Envelheço com você
Envelheço sem lhe ver
Senhora da noite
Há muito tempo lhe persigo
E agora me encontrou
Senhora da noite
É bem tarde eu sei
É muito tarde


Natal, 15 de Dezembro de 2012

20 outubro 2012

Efemérides



Porque os vermes não são um destino nobre?
São as variadas mortes nos campos
As muitas sortes de todos esses pobres
Lembram corpos caídos ainda limpos
Suave sugar de sangue em "Canudos"
Miseráveis espíritos, ainda todos mudos
Cabeças separadas de toda ordem
Maçons, rosacruzes, padres e muitos outros poderes
Cujas vidas se esgotam sutis e ardem
Nem sequer recuperam seus haveres
As tolas rimas cessam
Em farrapos ao sul
Libertas quae não será amém
Nem ninguém
Favelas que se formaram por todas cidade
E eu rio em janeiro
Seus soldos que não nos pagaram
Chagam feridas podres e mal cheirosas
Mesmo assim cantam rosas
Que não falam, não gorjeiam
e morrem como tudo o mais
Contudo é beleza
Efêmera


Luanda, 01 de Novembro de 2008